Mensagens

A fobia das redes sociais deixam que se perca o bom senso

Imagem
Sou conhecida , em alguns meios, por ser uma pessoa que tem a tendência de defender as redes sociais.  Essa praga horrível que toda a gente critica e despreza, mas que 90% das pessoas usa. A mesma coisa horrível que toda a gente acha que usa de forma adequada, mas que todos os outros não sabem usar. Essa coisa horrível, terrível praga do século XXI, que toda a gente diz que passava bem sem, mas que vai usando, ao mesmo tempo que desdenha. 
Os medos são infinitos. Os mitos são mais que muitos em volta de questões de privacidade e não privacidade, de exposição e não exposição, e até de pagamentos e não pagamentos. Mas começo a reparar, às vezes, que as pessoas começam a perder o bom senso à conta dessa fobia e desse tão aclamado desprezo pelas redes sociais, nomeadamente a grande peste azul que é o Facebook. E às vezes há episódios que , de tão bizarros, me deixam a pensar "Oh, diabo, mas onde está o discernimento das pessoas?"
Há uns meses, estava eu a frequentar o curso de f…

Amanhecer Tardiamente... Ou Comportamentos humanos muito estranhos

Há relativamente pouco tempo (coisa de duas, três semanas) aconteceu-me , aqui na blogosesfera um episódio insólito que me deixou a pensar.... Não propriamente o episódio, mas a forma como vi pessoas reagirem a algo de que só conheciam um dos lados. Foi isso que me fez espécie. Ainda me custa a crer que vi pessoas dizer claramente, com toda a convicção, à outra pessoa "Tu tens toda a razão" quando não leram nada escrito por mim. É curioso este comportamento no ser humano. A forma como acreditam piamente nas palavras de alguém que, à partida nem conhecem, faz-me confusão.... Mesmo que conhecessem.... Não conheciam o foco da questão... Nem podiam conhecer, porque a pessoa cometeu um erro grave: só publicou a sua versão....
Nunca fui muito de seguir blogs. A ideia não me atrai. Interesso-me por temas e se esses temas surgirem em blogs e sentir vontade de comentar, comento. Mas no dia seguinte o mesmo blog tem algo sobre um assunto que não me interessa e já não sinto qualquer i…

Até que ponto é positiva e a quem beneficia a moderação de comentários?

Há muito que aqui não vinha. Não tem calhado. Não há tempo nem disponibilidade quando penso em assuntos pertinentes e quando estou com tempo e disponibilidade não me tem vindo à cabeça nada que eu ache que merece uma publicação.

Hoje, e depois de acontecimentos absurdos dos últimos dias aqui no blogger, coisa que nunca me passou pela cabeça que fosse possível, até porque pouco ando por aqui, veio-me à cabeça uma coisa que me parece pertinente: Até que ponto é positiva a moderação de comentários e a quem beneficia? Como podem ver , a minha caixa de comentários é automática. Sempre que alguém comenta o comentário aparece automaticamente. Sempre foi e sempre será, pelo menos enquanto pensar como penso. É curioso , mas é raro o blog em que isso acontece. 95, para não dizer 99% dos blogs têm a moderação de comentários activada, o que significa que o o dono do blog só publica os comentários que bem entender. Isso, à partida, pode parecer uma ferramenta muito positiva, mas , pensando bem, se…

Até quando os advérbios JÁ e AINDA associados ao casamento?

Seguindo a grande paixão que sempre tive pela língua portuguesa, quer me parecer que a utilização dos advérbios de tempo JÁ e AINDA pressupõe uma realidade que é inevitável, obrigatória ou, pelo menos, devida.  O exemplo mais claro é o da morte.Não existe nada mais inevitável do que a morte e, assim sendo, sabemos que de velho ninguém passa.  É portanto tão natural, seguindo esta ordem de ideias, ouvirmos alguém perguntar "Então, os seus bisavós? AINDA são vivos?" como ouvir como resposta "O meu bisavô JÁ morreu, a minha bisavó é que AINDA é viva". Um diálogo perfeitamente natural, pela ordem natural das coisas, da vida.
Os mesmos advérbios podem também, a meu ver correctamente  ser usados quando ambas as pessoas sabem que uma determinada acção é obrigatória ou devida. Parece-me normal ouvir uma pessoa perguntar a outra "Então, JÁ entregaste a declaração do IRS?"  ou "JÁ pediste desculpa ao Zé?" ... Ambas as perguntas fazem sentido, tal como faz…

Fotografias de crianças publicadas, sim... Desde que não seja nas redes sociais? Mas qual o sentido disto ?

A notícia sobre a jovem austríaca que processou os pais por terem, durante anos, publicado fotografias suas no Facebook e se terem recusado a apagá-las,  obrigou-me a reflectir sobre o assunto.

Para deixar as coisas arrumadas e claras quero esclarecer que, neste caso específico, estou a favor da rapariga, tendo em conta que os pais insistiram em manter as fotografias, depois da filha lhes ter pedido várias vezes que as apagassem.  Acho, no entanto, excessivo levantar um processo aos pais por esse motivo, mas isso está internamente ligado com aquilo de que vou falar a seguir.

Vi várias vozes se levantarem contra esses pais que, tal como outros que publicam fotografias dos filhos no Facebook, deviam ser imediatamente queimados na fogueira . É o que se depreende de comentários tão inflamados. Afinal, em algumas fotografias a criança até estava nua e na sanita!  Autêntico chamariz para pedófilos, diziam alguns comentários. Fiquei a saber que em alguns países publicar fotografias de crianç…

O sentimento de impotência.... E vidas que valem a pena

É um bocado difícil falar sobre este sentimento sem expor um pouco da minha vida pessoal. Mas quem me conhece sabe que me auto-destrui com um casamento que estava, à partida, condenado ao fracasso e que só com um grande esforço meu (que me destruía mais a cada dia que passava) durou tanto tempo. Tive de deixar tudo e sair com a roupa que tinha no corpo e a metade da alma que me restava.  É com ajuda do Estado que tenho estado a recomeçar. Agradeço. E muito. Mas confesso que estou farta de viver assim. Não foi nada disto que sonhei para a minha vida.  Estou completamente farta de uma vida de submissão, em que dependo de ajudas, sem ser, na verdade dona do meu próprio nariz. O sentimento de inutilidade é o pior dos martírios...

Mas adiante, que já me alonguei demais em auto-comiseração barata.  Esse sentimento de inutilidade agudizou-se nas últimas semanas quando vi o meu país a arder, com um dos principais focos na zona onde vivo. Vi dor. Vi angústia. Vi medo. Vi revolta. Vi preocupaçã…

Antes só que mal acompanhado seria um bom título, mas é cliché

Imagem
Ao contrário do que possa parecer, não sou muito de expor as minhas emoções pessoais . Quando rebenta alguma, é quando já ficaram milhares por rebentar... E para rebentar é porque a pancada foi mesmo forte.... Mas não vou, afinal, falar só em mim, mas no geral, partindo apenas de mim como exemplo....

Ontem uma profissional de serviço social perguntava-me se já tinha feito amizades nestes MENOS DE seis meses que estou a viver nesta cidade. Respondi-lhe que já havia pessoas com quem me dava bem, com quem conversava, mas que não podia considerar ainda grandes amizades, o que achava normal, tendo em conta que estou cá a viver há pouco tempo. Não psreceu gostar da resposta e disse que essas coisas têm que ser trabalhadas, que a pessoa tem que fazer o seu trabalho nesse sentido, pois uma pessoa sozinha numa cidade, se um dia se sentir mal não tem a quem recorrer, a menos que tenha amigos que a ajudem.... Perguntou mesmo a quem recorreria se me sentisse mal.... Confessei mesmo a verdade &quo…