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E nesta dia da criança... Adopção: acto de amor ou de egoísmo?

Como acho que é do conhecimento geral, não sou muito de ligar a "dias disto" e "dias daquilo"... Tenho as minha próprias datas que me marcaram e chega-me... Mas já que dizem para aí que hoje é o Dia da Criança, lembrei-me de um tema que para muitos é simples, mas que para mim é muito complexo e delicado.

Tomou-se como verdade universal que adoptar uma criança é um acto de amor... Mas não será, em alguns casos, um acto de egoísmo? Sempre me pareceu que sim, e depois de ter tido conhecimento de alguns casos que me pareceram injustos, além de outros pormenores à volta do acto de adoptar, fiquei com mais certezas ainda...

Uma coisa que me irrita é as pessoas quererem filhos adoptivos "por medida"... Dados e arregaçados! As mais procuradas são meninas, loiras de olhos azuis e por aí fora. Ora, se eu mandasse, retiraria automaticamente estas pessoas das listas de potenciais adoptantes... Se tiverem um filho biológico não irão escolher a cara dele, pois não? Ent…

O que é a humildade?

Em criança e adolescente era habitual passar as minhas férias na serra algarvia. Tinha lá família e amigos e adorava passar lá aquele mês, em vez de ir para a praia.
Sempre que voltava, ouvia as pessoas dizerem, em jeito de pergunta "É bom estar assim entre gente humilde, não é?".
Gente humilde... Era essa, e acho que continua a ser, a ideia que  as pessoas da cidade tinham (e têm) das pessoas do campo. Pessoas pobres e com poucos ou nenhuns estudos. Mas observando as atitudes dessas pessoas hoje (depois dos filhos começarem a emigrar e de haver reformas, que ainda que baixas, lhes fazem levantar a cabeça) e mesmo olhando para algumas atitudes que tinham nessa época pergunto-me se bastará viver no campo, ser pobre e ter poucos estudos para ser humilde? Melhor: Serão essas algumas características das pessoas humildes? Não poderá haver quem seja rico, com estudos e a viver na cidade e que seja humilde? 
Afinal, o que é a humildade? 
É que me parece a mim que o que vejo na mai…

O que nos faz gostar das figuras públicas?

Uma continuação d' "A Fórmula de Deus", com o título "La Cle de Salomon" , o 7º romance da série Tomás Noronha, acaba de ser lançada em França, "em forma de agradecimento ao público Francês pelo sucesso obtido naquele país com os romances "La Formule de Dieu" e "L´Últime Segret du Christ". " ... foi com estas palavras que o autor, José Rodrigues dos Santos, deixou em aberto até quando os leitores portugueses, por quem sempre tem sido bastante acarinhado, vão ter que esperar para ler o mesmo romance, se é que alguma vez terão essa possibilidade.

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Não sei o que passa pela cabeça (neste caso quadrada) de um autor quando decide lançar um romance num país estrangeiro, sem antes o ter lançado no seu próprio país. Não fazia ideia que os leitores portugueses lhe merecessem tanta falta de consideração!


Escrevi este texto em dois for…

ACELERA, AYRTON!

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Já faz hoje 20 anos que partiste fisicamente deste mundo... Contigo partiu uma das minhas grandes paixões. Uma modalidade que deixou de me interessar, pois já nada podia ser a mesma coisa... Mas viveste em pleno os poucos anos que viveste e partiste deste mundo feliz.... Recordo-me, como se tivesse sido ontem, da arrogância de alguém que, armado em importante, achando-se imortal e especial, desvalorizou a tua partida deste mundo, te chamou irresponsável e pouco cauteloso e disse que não acreditava que tal coisa viesse a acontecer consigo próprio, pois era muito cuidadoso... Ironia do destino, agora está para lá "morre, não morre" e eu só gostava que ele acordasse consciente, a ver se alguém lhe perguntava se se recordava das asneiras que disse... De resto, pouco me importa que morra ou que deixe de morrer... Não o conheço. Nada significa para mim.
Mas tu ficarás para sempre na minha memória, e o meu coração ainda bate por ti. ACELERA, AYRTON! 

O "desenrascanso" profissional funciona... Até que um dia é dia santo!

Como, ao que parece, pouca gente ou ninguém lê este blog, acho que posso dizer aqui tudo o que me apetecer e doa a quem doer... Que não será a ninguém, já que ninguém o lê.
Algo que sempre me irritou profundamente foi o "desenrascanso" a nível profissional, o compadrio, as cunhas, as subidas na horizontal.
Parece muito bonito a certas pessoas ouvir alguém dizer "Fulano é muito desenrascado! Joga mão a qualquer coisa!"
Pois é... Até pode parecer bonito "jogar a mão a qualquer coisa", mas saberá jogá-la?
Acabei de saber que uma "menina bonita", de 32 anos, dessas que depois do 9º ano decidiram ir pelo desenrascanso e até se tem "safado bem", desta vez parece que teve azar: a menina foi há pouco mais de um mês trabalhar para um escritório de contabilidade e, claro, com todo o seu palavreado conseguiu convencer os patrões de que percebia muito de contabilidade,tinha muita experiência, EMBORA NÃO TIVESSE QUALQUER CURSO. Tudo corria bem até…

Vamos lá então jogar o jogo das sete diferenças!

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Ora, vamos lá então jogar ao tão popular jogo das sete diferenças? Quem ainda não o jogou, quer tenha sido na sala de espera de um dentista, através de uma velha revista que para lá está, quer tenha sido num café, enquanto se espera por companhia ou se está a fazer tempo para a abertura de uma loja ou para a hora do autocarro, ou até para entrar ao serviço?

Ora, vamos lá então jogar por aqui! É o meu desafio!

Há quase duas semanas que somos bombardeados com ataques no seguinte registo "Se fosse um comentador da direita iriam ver como o gajo estava mansinho que nem um rato!" , "Das contradições de Passos Coelho não fala ele, não!", "Irão ver que quando lhe calhar o comentário de Morais Sarmento ele já não o vai confrontar, já vai proceder de uma forma completamente diferente!"

Ora, tendo em conta que o comentário de Morais Sarmento "lhe aconteceu" ontem, eu gostava que me ajudassem a encontrar as diferenças, tendo em conta que eu apenas encontrei…

Feliz Aniversário, Zé :)

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Este menino completa hoje meio-século de vida. Recordo-me dele quando apareceu na RTP, quase miúdo, sendo eu ainda mais miúda... Muito alto e magrinho que nem um pau de virar tripas, com umas orelhas que metiam medo... Já naquela altura simpatizava com ele... Eu e a minha família, mas principalmente eu e a minha mãe, porque o meu pai achava-o muito infantil... Costumo dizer que estivemos em sintonia na noite de início da primeira Guerra do Golfo, pois também eu fiquei a noite toda "de vela" na rádio onde trabalhava, à espera de novidades.  Recordo-me dele, num programa do Hérman José, a falar da filha mais velha (naquela altura ainda era a única) quando a miúda tinha para aí 2 anos, a dizer que ela era Catarina, mas que lhe chamavam Chatarina porque era muito chata, perguntava tudo, queria saber tudo... Recordo-me dele em muitas guerras, reais e metafóricas... Recordo-me quando se desmanchava a rir a meio do Telejornal, devido a alguma gafe ou a uma notícia mais engraçada. P…